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Atualizado: Alexandre de Moraes foi hostilizado e chamado de “bandido, comunista e comprado” e seu filho foi agredido fisicamente

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Atualizado: Alexandre de Moraes foi hostilizado e chamado de “bandido, comunista e comprado” e seu filho foi agredido fisicamente

O ministro do Superior Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e sua família sofreram ataques e agressões no Aeroporto Internacional de Roma na sexta-feira (14), promovidos por um grupo de brasileiros.
Ministro Alexandre Morais
Ministro Alexandre Morais

Moraes retornava ao Brasil com a família após participar e palestrar no Fórum Internacional de Direito, na Universidade de Siena. De acordo com a Polícia Federal (PF), em informações confirmadas ao Metrópoles, a família foi abordada por uma mulher identificada como Andreia Munarão, que xingou o ministro de “bandido, comunista e comprado”.

O marido de Andreia, o empresário Roberto Mantovani Filho, 71 anos, se juntou a ela. Foi Mantovani quem teria agredido fisicamente o filho do ministro. O casal vive em Santa Bárbara D’Oeste, no interior de São Paulo.

Mantovani se identifica no LinkedIn como diretor-geral da empresa Helifab Bombas e Acessórios. O terceiro brasileiro acusado de hostilizar a família do magistrado é o também empresário e corretor de imóveis Alex Zanatta Bignotto, casado com a filha de Roberto Mantovani.

Os três, reunidos, teriam continuado a proferir palavras de baixo calão ao ministro Alexandre de Moraes. Andreia, Roberto e Alex foram abordados pela PF no Aeroporto Internacional de Guarulhos, quando desembarcaram na manhã deste sábado (15/7). Eles responderão em liberdade a inquérito por crimes contra honra, ameaça e agressão.

As autoridades brasileiras prestaram solidariedade ao ministro e sua família por meio das redes sociais. O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, reprovou a agressão e disse que o clima de ódio e desrespeito não pode continuar. Arthur Lira, presidente da Câmara, expressou solidariedade e insistiu que a liberdade de expressão não deve ser usada para desrespeitar autoridades constituídas.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, também condenou os ataques, chamando-os de criminosos e aviltantes à democracia. Ele enfatizou a necessidade de respeito em vez de ódio para unir uma nação dividida. O ministro do STF, Gilmar Mendes, classificou a violência como inaceitável e destacou que o debate público deve ser feito com ideias e argumentos.

“Até quando essa gente extremista vai agredir agentes públicos, em locais públicos, mesmo quando acompanhados de suas famílias? Comportamento criminoso de quem acha que pode fazer qualquer coisa por ter dinheiro no bolso. Querem ser ‘elite’, mas não tem a educação mais elementar”, publicou Flávio Dino nas redes sociais.

Outras figuras, como Bruno Dantas, presidente do Tribunal de Contas da União, e Jorge Messias, advogado-geral da União, também expressaram sua solidariedade e condenação dos ataques.

A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) repudiou o ataque sofrido por Moraes e sua família, reiterando a importância de respeitar a independência do Poder Judiciário. A associação também pediu que ações repetidas desse tipo não contribuem para a manutenção da democracia efetiva ou para a construção de uma sociedade mais justa, plural e solidária.

Atualizações:

  1. O Brasil já solicitou às autoridades italianas imagens do aeroporto para verificar a cena do incidente.
  2. Dino diz esperar cooperação da Itália, mas não há prazo para chegada de imagens.
  3. O PSD (Partido Social Democrático) informou que Roberto Mantovani Filho, suspeito de agredir o filho de Moraes, será expulso do partido se sua afiliação for confirmada.
  4. Eles também mencionam a falta de imagens claras do incidente, apontando que é curioso que nenhuma imagem de celular tenha surgido até agora. Eles observam que, embora o incidente tenha ocorrido na Itália, não está claro se as imagens do aeroporto estão disponíveis ou se serão divulgadas.
  5. A defesa de Zanata alega que ele não ofendeu o Ministro Moraes. O advogado afirmou que todos os esclarecimentos serão feitos durante as investigações.
  6. Além de Zanata, Andréia Mantovani e o empresário Roberto Mantovani Filho também foram chamados para depor. Andréia é suspeita de ter iniciado as ofensas e xingamentos contra o ministro, e Roberto Mantovani é suspeito de ter agredido o filho de Moraes.
  7. A defesa divulgou uma nota da família Mantovani, afirmando que houve um mal-entendido e que eles lamentam o ocorrido. Eles alegam que as ofensas atribuídas a Andréia foram provavelmente proferidas por outra pessoa, mas que a família estava passando perto do ministro no momento, levando a um equívoco.

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