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Assassinato de candidato presidencial abala a política equatoriana.

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Assassinato de candidato presidencial abala a política equatoriana.

Fernando Villavicencio, candidato à presidência do Equador, foi morto em comício. O crime destaca a crescente influência do crime organizado na região.
Fernando Villavicencio
Fernando Villavicencio

Fernando Villavicencio, candidato à presidência do Equador, foi assassinado em um comício de campanha. Villavicencio era conhecido por sua campanha contra cartéis e corrupção. A Procuradoria Geral do Equador informou que um suspeito morreu devido a ferimentos em um tiroteio, enquanto outros seis foram presos.

O atual presidente do Equador sugeriu que o crime organizado estava por trás do assassinato e declarou três dias de luto nacional, além de um estado de emergência.

Will Freeman, especialista em estudos latino-americanos do Council on Foreign Relations, foi entrevistado para discutir o incidente. Ele mencionou que uma gangue criminosa chamada “Los Lobos” reivindicou a responsabilidade pelo ataque. “Los Lobos” é uma das maiores gangues do Equador e tem crescido em proeminência à medida que o país se torna um ponto crucial para o tráfico de cocaína colombiana e peruana para os EUA, Europa e Ásia. Eles estão associados ao cartel mexicano “Nova Geração Jalisco”. No entanto, muitos no Equador são céticos quanto à veracidade dessa reivindicação, e uma investigação independente é necessária para determinar os verdadeiros culpados.

Villavicencio, antes de entrar na política, era um renomado jornalista investigativo no Equador.

Ele era conhecido por expor a corrupção no governo durante o mandato do ex-presidente Rafael Correa, o que o levou a se exilar no Peru. Como político, ele continuou denunciando a corrupção e começou a focar nos poderosos grupos de crime organizado. Ele alertou recentemente que sua vida estava em risco e que estava sendo ameaçado por líderes de gangues.

O assassinato de Villavicencio ressalta o crescente problema do crime organizado no Equador e em outras nações latino-americanas. Durante a pandemia, enquanto muitas atividades pararam na América Latina, o crime organizado continuou a crescer. Cartéis no México expandiram seu alcance, e gangues em outros países começaram a cooptar partes do Estado. A situação exige uma resposta política baseada em inteligência, desmantelamento de estruturas criminosas e rastreamento do fluxo de dinheiro.

Em conclusão, o assassinato de Villavicencio é um trágico lembrete dos desafios que o Equador e outros países latino-americanos enfrentam em relação ao crime organizado. A solução exige uma abordagem abrangente que vá além da simples prisão de membros de gangues.

Assista ao vídeo no canal da CBS (Inglês) 

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