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Brasil financiará importadores Argentinos em tentativa de fortalecer laços comerciais

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Brasil financiará importadores Argentinos em tentativa de fortalecer laços comerciais

Os empréstimos para empresas Argentinas serão concedidos por bancos públicos e privados no Brasil e cobertos por garantias de ambos os governos.
Bandeira do Brasil e Argentina
Bandeira do Brasil e Argentina

Brasil e Argentina divulgaram planos para fortalecer os laços comerciais por meio de um programa de financiamento aos importadores argentinos e de uma ideia de longo alcance de uma moeda comum para substituir o dólar no comércio bilateral.

Os planos foram anunciados na segunda-feira durante viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Buenos Aires, onde se reuniu com o presidente Argentino Alberto Fernandez antes de uma cúpula de líderes latino-americanos agendada para o dia seguinte.

“O Brasil não só pode como precisa ajudar todos os seus parceiros dentro das possibilidades econômicas de nosso país”, disse Lula a jornalistas após a reunião, acrescentando que seu governo também ajudará a financiar a construção de um gasoduto na Argentina.

Os empréstimos a empresas argentinas serão concedidos por bancos públicos e privados no Brasil e cobertos por garantias de ambos os governos, de acordo com um memorando de entendimento assinado por Fernando Haddad e Sergio Massa, chefes de economia do Brasil e da Argentina, respectivamente. As empresas argentinas também terão que fornecer ativos líquidos, como contratos de commodities, como garantia antes que o dinheiro seja liberado.

O Brasil perdeu para a China a posição de principal parceiro comercial da Argentina em 2019, quando a nação asiática implementou o mesmo tipo de financiamento à exportação que está sendo discutido agora pelas nações sul-americanas. Em 2022, o Brasil teve um superávit comercial de US$ 2,2 bilhões com seu vizinho do sul.

O valor do financiamento a ser oferecido pelo Brasil ainda não foi definido, disse uma pessoa a par do assunto, e dependerá da demanda das empresas argentinas e de sua capacidade de oferecer garantias.

Outro plano para impulsionar o comércio bilateral é a criação de uma unidade de câmbio comum para evitar o dólar – uma ideia que Lula e seu colega Alberto Fernández descreveram como uma “moeda comum” e que ambos os países tentaram e falharam em implementar por décadas.

“Se dependesse de mim, faríamos sempre nosso comércio exterior nas moedas de outros países para não depender do dólar”, disse. “Por que não tentar criar uma moeda comum entre os dois países ou dentro dos países do BRICS?”

Essa moeda seria adicionada ao real brasileiro e ao peso argentino, disse Haddad posteriormente a jornalistas, explicando que não há planos de integrar as políticas monetária e fiscal por meio da adoção de uma moeda única entre os dois países.

Brasil e Argentina discutem moeda comum

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