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Descoberta Cidade Antiga na Floresta Amazônica

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Descoberta Cidade Antiga na Floresta Amazônica

Arqueólogos descobrem uma civilização antiga no Vale do Upano, no Equador, revelando uma história humana complexa e desconhecida na Amazônia.
Um mapa lidar da cidade de Kunguints, na Amazônia equatoriana, revela ruas antigas repletas de casas
Um mapa lidar da cidade de Kunguints, na Amazônia equatoriana, revela ruas antigas repletas de casas

Uma enorme civilização antiga foi descoberta no Vale do Upano, no Equador, oculta por milênios pela vegetação da floresta amazônica, relatou a BBC. A existência do desenvolvimento intrincado reformula suposições anteriores sobre a história humana na Amazônia.

Características da Cidade Antiga:

A assentamento, localizado sob um vulcão, possui uma rede de canais e estradas conectando casas e praças. Os ricos minerais do vulcão proporcionavam solo fértil para a comunidade agrícola, mas podem também ter sido a causa de seu desaparecimento.

Perspectivas sobre Civilizações Antigas:

“Este é mais antigo do que qualquer outro local que conhecemos na Amazônia. Temos uma visão eurocêntrica da civilização, mas isso mostra que temos que mudar nossa ideia sobre o que é cultura e civilização”, disse o professor Stéphen Rostain, líder do estudo e diretor de investigação no Centro Nacional de Pesquisa Científica da França, conforme reportado pela BBC.

Tecnologia Lidar Revela Complexidade Urbana:

A tecnologia de mapeamento a laser “Lidar” mostrou que a civilização é uma rede interconectada de vilas que têm no mínimo 2.500 anos, relatou a Science. Isso é mais de mil anos mais velho do que outras sociedades amazônicas de complexidade similar previamente descobertas.

Reimaginação das Culturas Amazônicas:

“Muda a maneira como vemos as culturas amazônicas. A maioria das pessoas imagina pequenos grupos, provavelmente nus, vivendo em cabanas e desmatando terras – isso mostra que povos antigos viviam em sociedades urbanas complexas”, disse Antoine Dorison, coautor do estudo, de acordo com a BBC.

Ocupação e População da Cidade Antiga:

Arqueólogos afirmam que as pessoas ocuparam o assentamento por até mil anos, mas é difícil estimar o número de residentes – algo entre 10 a 100 mil, dizem os cientistas.

Exploração Arqueológica e Estruturas:

Os arqueólogos investigaram uma área de 116 milhas quadradas de um avião com sensores a laser, além de realizarem escavações terrestres para explorar os restos da cidade sob a folhagem espessa, relatou a BBC. Eles descobriram 6.000 plataformas de aproximadamente 20 por 10 metros e de dois a três metros de altura. As plataformas cercavam uma praça em grupos de três a seis juntas. A praça tinha outra plataforma central. Cientistas acreditam que algumas das estruturas, que foram esculpidas nas encostas, eram usadas para cerimônias.

Evidências de Ameaças Externas e Agricultura:

Valas nas entradas das cidades indicavam que pode ter havido algumas ameaças externas. Dez assentamentos menores e cinco maiores foram encontrados, cercados por terraços agrícolas construídos na encosta que haviam sido usados para plantar mandioca, batata-doce e milho, evidências das quais foram encontradas em escavações anteriores. Havia ruas entre bairros e casas, bem como estradas conectando cidades.

Urbanismo na Amazônia Antiga:

“Estamos falando de urbanismo”, disse Fernando Mejía, um arqueólogo da Universidade Católica Pontifícia do Equador e um dos coautores da pesquisa, em Science.

Trabalho de Longa Data de Rostain:

Rostain e sua equipe começaram escavações no Vale do Upano quase três décadas atrás, concentrando-se em Kilamope e Sangay, dois dos maiores assentamentos. Junto com praças centrais, eles encontraram jarros com restos de chicha — uma cerveja tradicional feita de milho — e cerâmica pintada. No entanto, Rostain disse que “não tinha uma visão completa da região” na época.

Comparação com as Cidades Jardins Maias:

Os autores do estudo disseram que a vastidão da civilização desafia a das “cidades jardins” maias clássicas, mas “é apenas a ponta do iceberg”, segundo Mejía.

Descobertas Contínuas de Civilizações Antigas:

Cientistas estão apenas começando a descobrir a complexidade social e cultural e a estrutura das civilizações antigas. “Dizemos ‘Amazônia’, mas deveríamos dizer ‘Amazônias'”, observou Rostain, devido à complexidade cultural antiga da área.

Relevância das Descobertas:

“É incrível que ainda possamos fazer esse tipo de descobertas em nosso planeta e encontrar novas culturas complexas no século 21”, disse Thomas Garrison, geógrafo e arqueólogo da Universidade do Texas em Austin, que não fez parte do estudo, conforme relatado pela Science.

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