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Desigualdade no Acesso a Saneamento e Água no Brasil

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Desigualdade no Acesso a Saneamento e Água no Brasil

Censo 2022 revela que pretos e pardos são os mais afetados pela falta de saneamento básico e acesso adequado à água no Brasil, evidenciando desigualdades raciais.
Teste do Censo 2022 ouviu mais de 111 mil pessoas nos estados e no DF - Agência Brasil
Teste do Censo 2022 ouviu mais de 111 mil pessoas nos estados e no DF - Agência Brasil

O Censo de 2022, divulgado pelo IBGE, aponta que 49 milhões de brasileiros vivem em lares sem acesso adequado a esgoto, representando 24% da população do país. A falta de saneamento afeta desproporcionalmente os grupos raciais pretos e pardos, que, embora constituam 55% da população, representam 69% dos que vivem nessas condições.

Distribuição Racial e Acesso a Esgoto:

  • Pardos: 45,3% da população e 58,1% dos afetados pela falta de esgoto adequado.
  • Pretos: 10,2% da população e 10,4% dos afetados.
  • Brancos: 43,5% da população, mas apenas 29,5% vivem sem esgoto adequado.
  • Indígenas e Amarelos também sofrem com menor acesso a saneamento básico, evidenciando uma questão racial no acesso a esses serviços.
Acesso à Água Potável:

A situação do abastecimento de água não é menos preocupante, com 6,2 milhões de brasileiros sem acesso adequado em 2022. A desigualdade racial também se manifesta nesse aspecto, com pretos e pardos representando 72% das pessoas afetadas.

Fontes de Abastecimento:
  • O abastecimento considerado adequado inclui acesso por rede de distribuição e poços profundos ou artesianos.
  • Fontes inadequadas abrangem carro-pipa, rios, açudes, córregos, igarapés, e água de chuva armazenada, com a dependência dessas fontes sendo mais crítica no Nordeste e Norte do país.

Impactos da Desigualdade:

A falta de acesso a serviços básicos de saneamento e água potável não apenas compromete a saúde pública, mas também reflete as profundas desigualdades sociais e raciais no Brasil. Tais condições impactam diretamente na qualidade de vida, na dignidade humana e no desenvolvimento social e econômico das comunidades mais afetadas.

Outros Aspectos do Censo 2022:

  • Banheiros: 1,2 milhão de pessoas vivem em residências sem banheiro, e a grande maioria dos domicílios possui ao menos um banheiro de uso exclusivo.
  • Coleta de Lixo: Há um aumento geral na coleta de lixo, mas persistem desigualdades regionais, com o Norte e o Nordeste apresentando os menores índices de cobertura.
  • Habitação: A maior parte da população vive em casas, enquanto o índice de pessoas vivendo em apartamentos cresceu para 12,5% em 2022.

O Censo 2022 fornece uma visão detalhada das condições de vida no Brasil, destacando a necessidade urgente de políticas públicas que enderecem as desigualdades existentes, especialmente no que diz respeito ao acesso a saneamento básico e água potável.

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