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Greve contra privatizações paralisa trens e metrôs em São Paulo

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Greve contra privatizações paralisa trens e metrôs em São Paulo

Servidores, professores e Fundação Casa unem forças em protesto contra planos de desestatização
Imagem mostra trem do metrô de São Paulo parada na estação com suas portas abertas.
Metrô de São Paulo

Uma greve contra as privatizações de empresas e órgãos do serviço público estadual impactou o funcionamento de trens e metrôs em São Paulo nesta terça-feira. O movimento, que conta com a adesão de servidores, professores estaduais e trabalhadores da Fundação Casa, paralisou a linha 15 do metrô e a linha 10 do trem, afetando também outras linhas do metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

A mobilização, que começou na manhã de hoje, é uma resposta aos planos de privatização do governo de Tarcísio de Freitas, que envolvem a Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo (Sabesp), a Fundação Casa e a Linha 7 da CPTM. Além disso, os professores protestam contra uma proposta de alteração na Constituição paulista, que reduziria o investimento mínimo na educação de 30% para 25%, representando um corte de R$ 10 bilhões no orçamento anual.

Na cidade, algumas linhas do metrô operam parcialmente, como a linha 1, que liga Tiradentes à Ana Rosa, a linha verde do Alto do Ipiranga a Clínicas, e a linha 3 da estação Bresser a Santa Cecília. Na CPTM, os intervalos entre as composições estão maiores do que o normal, afetando a linha 7 da Luz a Caieiras, a linha 11 da Luz a Guaianases, e as linhas 12 e 13 com intervalos de 8 e 30 minutos, respectivamente.

O governo estadual alega que as privatizações foram legitimadas nas urnas e estão sendo discutidas nos espaços adequados. Considera a greve como “abusiva e política”, causando prejuízos financeiros significativos, e destaca que as assembleias que decidiram pela greve tiveram baixa adesão.

  • Liminar: Nesta terça-feira, o desembargador Marcelo Freire Gonçalves concedeu uma liminar determinando que os trabalhadores da Companhia do Metrô mantenham 80% do efetivo em atividade nos horários de pico, com multa diária de R$ 700 mil em caso de descumprimento. Para a CPTM, a operação deve ser de 85% nos horários de pico, com multa diária de R$ 600 mil. A Sabesp deve manter 70% do contingente ligado aos serviços essenciais, com multa diária de R$ 30 mil.
  • Medidas Adotadas: Diante da greve, o governo de São Paulo decretou ponto facultativo para os serviços públicos estaduais da capital, suspensão do expediente e rodízio municipal de veículos, além de uma operação especial no transporte público por ônibus. Serviços essenciais, como segurança pública, escolas, creches, unidades de saúde e assistência social, permanecem em funcionamento.
  • Posicionamento dos Órgãos: A Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) convocou nominalmente os funcionários conforme a escala de trabalho estabelecida nas liminares concedidas. A Sabesp destaca que obteve liminar para manter 80% do quadro de colaboradores ligados aos serviços essenciais.

A greve, que já teve duas paralisações em outubro, continua a ser motivo de tensão entre os trabalhadores e o governo, que classifica o movimento como “abusivo” e em desacordo com as normas constitucionais. O desenrolar desses eventos continuará a ser acompanhado de perto pelos cidadãos e autoridades paulistas.

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