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Mês da Visibilidade Trans: os avanços no Brasil

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Mês da Visibilidade Trans: os avanços no Brasil

A luta por direitos no país que mais mata pessoas trans no mundo

Em 29 de janeiro é celebrado no Brasil o Dia Nacional da Visibilidade de Transexuais e Travestis.

O Movimento Nacional, organizado, de Travestis e Transexuais nasceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 15 de maio de 1992, através do grupo ASTRAL – Associação de Travestis e Liberados, que se tornou a primeira ONG de Travestis e Transexuais da América Latina. Mas foi em 2004 que travestis discutem com o governo federal a criação de uma campanha nacional para acabar com a discriminação sofrida. Assim o Programa Nacional de DST/AIDS elabora em conjunto com a ANTRA e lança no Congresso Nacional a campanha “Travesti e Respeito: já está na hora dos dois serem vistos juntos” em 29 de janeiro de 2004. Essa data viria a ser decretada pela diretoria como o dia nacional da visibilidade Trans.

Para conhecer um pouco mais da história, acesse a íntegra dos dados no site da ANTRA– Associação Nacional de Travestis e Transexuais, uma rede nacional que articula em todo o Brasil 127 instituições que desenvolvem ações para promoção da cidadania da população de Travestis e Transexuais.

No portal do NUGEN – Núcleo de Gênero e Diversidade da UFPel – Universidade Federal de Pelotas é possível consultar uma linha do tempo da luta pelos direitos de travestis, transexuais e transgêneros no país.

Apesar de importantes avanços conquistados pelo movimento, a segurança pública no país continua a ignorar as questões de gênero, e até o ano passado, 11 estados brasileiros ainda não possuiam dados sobre LGTBI+fobia.

De acordo com dados coletados pela Transgender Europe (TGEU) entre 1º de outubro de 2021 e 30 de setembro de 2022, o Brasil é líder mundial de assassinatos de pessoas trans no mundo pelo 14º ano consecutivo.

O relatório aponta, desde a sua criação em 2008, o Brasil na liderança dos países que mais mata pessoas trans.

A luta é pelo direito de existir.

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Foto: Charla Novi, vítima da Aids

Ainda que seja uma data de celebração, o dia da visibilidade é realmente um dia de luta, um dia para lembrar a existência de uma parcela da população que é apagada a todo custo. A realidade precisa ser continuamente apontada para a sociedade e os poderes públicos pressionados, para que somente assim soluções sejam criadas.

Dados da ANTRA apontam que apenas 4% das pessoas trans possuem emprego formal, enquanto 88% das pessoas trans entrevistadas acreditam que as empresas não estão preparadas para contratar ou garantir a permanência de transexuais em seus quadros de funcionários.

Apesar de todas essas dificuldades, alguns projetos e programas que promovem a capacitação e inserção de transexuais no mercado de trabalho despontam no país, confira:

TransEmpregos
EducaTRANSforma
Transcendemos
– Programa SOMA
– Projeto PRIDE

Em 2022, foram eleitas as duas primeiras deputadas federais transexuais do Brasil. Duas assembleias legislativas também elegeram suas primeiras representantes trans.

É um acontecimento histórico, afinal pela primeira vez, o Congresso brasileiro terá representantes transexuais. As deputadas federais, Erika Hilton (PSol-SP) e Duda Salabert (PDT-MG) estão entre os 50 deputados federais mais votados do Brasil.

Linda Brasil (PSol-SE) e Dani Balbi (PCdoB-RJ) foram eleitas deputadas estudais.

Este importante marco, fruto de muita luta, nos aponta um caminho otimista para o futuro, onde todos os cidadãos consigam se ver representados em uma sociedade mais democrática e plural.

Até o final do mês uma vasta programação de eventos por todo o Brasil visa celebrar e conscientizar a sociedade para a importância da luta pelos direitos das pessoas trans.

Acompanhe as redes sociais da ANTRA para mais informações:

Transfobia mata. A luta pelo direito à vida é uma luta de todos nós.

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