Hora Brasileira

Primeiro Ministro do Japão Aborda Crise Pesqueira Após Proibição Chinesa

Publicidade

Primeiro Ministro do Japão Aborda Crise Pesqueira Após Proibição Chinesa

O Primeiro Ministro japonês, Fumio Kishida, visita o mercado de peixes de Toyosu, discutindo o impacto da proibição chinesa sobre os frutos do mar japoneses devido à liberação de água de Fukushima.
Fumio Kishida - Primeiro Ministro do Japão
Fumio Kishida - Primeiro Ministro do Japão

O Primeiro Ministro do Japão, Fumio Kishida, provou frutos do mar e conversou com trabalhadores no mercado de peixes de Toyosu em Tóquio na quinta-feira para avaliar o impacto da proibição chinesa sobre os frutos do mar japoneses, em reação à liberação de águas residuais radioativas tratadas da planta danificada de Fukushima Daiichi para o mar.

Liberação de Água Tratada:

A liberação da água tratada começou na semana passada e deve continuar por décadas. Grupos de pesca japoneses e países vizinhos se opuseram, e a China imediatamente proibiu todas as importações de frutos do mar japoneses em resposta.

Impacto nas Vendas:

Um dos operadores de negócios de frutos do mar disse a Kishida que as vendas de suas vieiras, que são em grande parte exportadas para a China, caíram 90% desde a descarga de água tratada.

Medidas de Apoio:

“Compilaremos medidas de apoio que apoiam os operadores de pesca”, disse Kishida aos repórteres após a visita ao mercado. “Também chamaremos resolutamente a China para descartar suas restrições comerciais que não têm base científica.”

Testes e Delays:

A China intensificou os testes em produtos pesqueiros japoneses, causando longos atrasos nas alfândegas, mesmo antes da liberação da água e de sua proibição. Oficiais da Agência de Pesca Japonesa disseram que a medida afetou os preços e as vendas de frutos do mar não de Fukushima, mas de lugares tão distantes quanto Hokkaido.

Apelo ao Consumo e Exportação:

Funcionários do governo pediram aos consumidores japoneses que consumissem mais vieiras para ajudar os exportadores afetados, enquanto procuravam novos destinos de exportação na Europa e nos Estados Unidos.

Dados de Segurança:

Todos os dados de amostragem de água do mar e peixes desde a liberação estiveram muito abaixo dos limites de segurança estabelecidos para radioatividade, afirmam autoridades e o operador, Tokyo Electric Power Company Holdings.

Opções na OMC:

O Secretário-Chefe do Gabinete, Hirokazu Matsuno, na quarta-feira, sugeriu a opção de levar o caso à Organização Mundial do Comércio. Ele disse que o Japão levantou questões passadas sobre as restrições comerciais da China sem base científica e que “o Japão considerará várias opções enquanto continua a trabalhar dentro da estrutura da OMC para decidir os passos necessários”. O Ministro das Relações Exteriores, Yoshimasa Hayashi, destacou a importância do diálogo.

Impacto no Turismo:

O impacto da proibição chinesa sobre os frutos do mar japoneses afetou o turismo. O Ministro dos Transportes e Turismo, Tetsuo Saito, disse que os cancelamentos de turistas chineses e perguntas sobre a segurança alimentar no Japão têm aumentado e que os funcionários estão avaliando a situação.

Chamadas e Sentimentos Negativos:

Funcionários e relatórios dizem que milhares de ligações da China têm como alvo os escritórios do governo de Fukushima e o operador da planta nuclear, bem como o Ministério das Relações Exteriores. Muitos dos chamadores gritaram em chinês, e alguns gritaram “estúpido” e usaram palavrões. Sentimentos ruins têm crescido no Japão também. Em Tóquio, uma placa em um bar ao estilo japonês advertindo “os chineses” de que só está servindo comida de Fukushima chamou a atenção de um V-tuber chinês, que chamou a polícia reclamando de discriminação. O proprietário mudou a placa, mas recusou-se a falar.

Acúmulo de Água Radioativa:

A água residual radioativa acumulou desde o terremoto e tsunami de 2011 que danificaram a planta e causaram fusões em três de seus reatores. Os 1,34 milhões de toneladas de água estão armazenados em cerca de 1.000 tanques e continuam a acumular devido a vazamentos e ao uso de água de resfriamento. O governo e a TEPCO dizem que descarregar a água no mar é inevitável porque os tanques atingirão sua capacidade no próximo ano e o espaço na planta será necessário para o trabalho de descomissionamento que se espera que leve décadas.

Leia também

Publicidade

Compartilhe

Publicidade

Bem Vindo ao HoraBrasileira

Nosso blog se destaca pela ampla variedade de conteúdos, incluindo política, economia, cultura, entre outros, com contribuições de colaboradores globais. Oferecemos nosso conteúdo em vários idiomas, essencial tanto para brasileiros no exterior quanto para estrangeiros.

Nossa missão é fornecer informações precisas, confiáveis e imparciais, com uma abordagem equilibrada, apesar de nossa orientação política progressista.

Comprometidos em manter a comunidade brasileira no exterior bem informada, garantimos acesso a notícias atualizadas e equilibradas sobre o Brasil e o mundo em diversas plataformas e idiomas.

Se você tem paixão por escrever e algo a dizer, queremos ouvir!

Pular para o conteúdo