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Rio terá oito megablocos em 2023, recorde no carnaval carioca

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Rio terá oito megablocos em 2023, recorde no carnaval carioca

A Riotur incluiu o Bloco da Lexa na relação dos megablocos que estão autorizados a desfilar na Avenida Presidente Antônio Carlos, no Centro do Rio. Com isso, a cidade terá oito cortejos de megablocos, um recorde do carnaval carioca. Os outros gigantes do carnaval carioca são: Cordão do Bola Preta, Bloco da Preta, Bloco da Anitta, Fervo da Lud, Chora Me liga, Carrossel de Emoções e Monobloco. A expectativa é que a folia de rua atraia cerca de 5 milhões de foliões para o cortejo.
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Sobre o Bloco da Lexa, o presidente da Riotur, Ronnie Aguiar, explicou que os organizadores já tinham solicitado licença, que tinha sido negada inicialmente por conflitos de agenda. A autorização saiu da mudança na data:

A previsão é que o carnaval como um todo movimento de R$ 4 bilhões para a cidade, sendo que R$ 1 bilhão só com os blocos — disse Ronnie .

Os cortejos oficiais das agremiações começam neste sábado. A programação final dos blocos de rua do Rio foi fechada em 456, um a mais que a última lista que havia sido divulgada. Os detalhes da organização estão sendo divulgados pela Riotur na manhã desta quinta-feira, no Museu de Arte do Rio.

No caso dos megablocos, Ronnie disse que a PM ainda vai detalhar os controles de acesso no entorno da Avenida Presidente Antonio Carlos com detectores de metais e revista de foliões. A Riotur colocou à disposição da PM dez torres de observação, cuja localização será definidas pela corporação. Esquema semelhante já foi adotado em 2020 último ano em que houve desfiles autorizados antes da pandemia.

O diretor de Operações da Riotur, Luís Gustavo Mostof, explicou que os blocos terão que seguir uma série de regras. Ele lembrou que, desde 2010 um decreto proíbe iniciativas como o desfile de grupos isolados por cordas. A comercialização de abadás como ocorre no carnaval da Bahia também é proibida. O Centro de Operações vai monitorar redes sociais para identificar abusos:

Houve tentativas no passado. Se isso acontecer, a autorização para desfilar será cancelada — explicou Mostof.

O diretor de Operações disse que houve alguns ajustes na organização dos desfiles, mas a princípio nenhum bairro teve desfiles vetados. Houve remanejamentos de cortejos no passado, com a transferência do Chora Me Liga e do Carrossel de Emoções para o Centro do Rio.

No caso dos megablocos, Ronnie disse que a PM ainda vai detalhar os controles de acesso no entorno da Avenida Presidente Antonio Carlos com detectores de metais e revista de foliões. A Riotur colocou à disposição da PM dez torres de observação, cuja localização será definidas pela corporação. Esquema semelhante já foi adotado em 2020 último ano em que houve desfiles autorizados antes da pandemia.

Outra preocupação é com a dimensão dos blocos. Vamos monitorar se o público que os blocos vão receber corresponde àquele que foi informado. Se for maior, o bloco terá também que cumprir mais exigências para sair — detalha o diretor.

O secretário de Ordem Pública, Brenno Carnevalle, explicou que, este ano, o órgão em parceria com a Comurb, fará um cerco contra os mijões. A multa por urinar na rua é de cerca de R$ 250 e o infrator ainda pode ser conduzido para a delegacia.

Em comparação ao número de desfiles autorizados nos últimos anos, a quantidade final diminuiu. Em 2018, a prefeitura liberou o recorde de 618 licenças. Essa quantidade foi reduzida para 491 em 2019 e 454 em 2020. Em 2023, o número em definitivo foi fechado, mesmo sem concessão de autorização para um dos desfiles solicitados pela Banda de Ipanema dois sábados antes do carnaval. A Banda sairá apenas duas vezes e promoverá ainda um baile infantil. A Riotur chegou a prometer rever o corte, mas a Banda disse que não teria mais tempo de conseguir autorização do Corpo de Bombeiros.

A gente procurou reduzir o número de desfiles da Zona Sul em razão dos transtornos — explicou o presidente da Riotur.

Segundo a empresa, o total de autorizações para a Zona Sul foi de 98, contra 110 em 2020.

Nesta sexta-feira, a Dream Factory inicia o treinamento de 10 mil ambulantes autorizados a trabalhar nos blocos. Eles receberão kits e identificação.

A prefeitura também já começou a cercar monumentos da cidade, bem como jardineiras, principalmente da Zona Sul, para evitar que fossem danificados por foliões. Em alguns pontos, a proteção será com grades, como em frente à sede da Polícia Federal na Praça Mauá.

Ainda em relação à infraestrutura oferecida, Ronnie explicou que este ano haverá oito postos médicos fixos, dois a mais que em 2020. Destes, a metade com equipes da prefeitura e o restante de equipes privadas contratadas pela Dream Factory, empresa que fornece boa parte da estrutura dos desfiles, em parceria com o município. Ao todo, serão dois postos médicos fixos no Centro; quatro na Zona Sul (incluindo novos pontos na Gávea e no Aterro); um na Barra; e um no Recreio.

Por sua vez, a Comlurb colocará 2,450 mil garis para atuarem após a passagem dos blocos. Eles usarão dispositivos como um aspersor de uma essência para tentar eliminar odor de urina.

O esquema do carnaval de rua inclui ainda 220 diárias de ambulâncias, 3 mil diárias de operadores de trânsito e 2 mil agentes da Secretaria municipal de Ordem Pública (Seop) e da Guarda Municipal.

Onde tem bloco?

A Riotur anunciou ainda que pretende lançar nos próximos dias um aplicativo com todos os dados sobre os blocos. Pelo sistema será possível acompanhar a rotina dos cortejos em tempo real, inclusive com áudio descrição para portadores de deficiências.

Sobre a eventualidade de blocos não autorizados saírem para desfilar, a Seop vai apenas monitorar, mas sem reprimir. Essa estratégia já foi adotada este mês com a abertura extraoficial do carnaval de rua com mais de 30 blocos que saíram pelas ruas da Zona Portuária, entre os quais o Boi Tolo.

Nessa ação, os agentes podem intervir, por exemplo, para orientar ou fazer desvios no trânsito.

O presidente da Riotur falou também sobre a interdição do Terreirão do Samba pelo Corpo de Bombeiros. Segundo ele, já houve uma reunião com a corporação e as exigências serão cumpridas. Ele reafirmou o plano de no futuro realizar uma parceria público-privada (PPP) para que o espaço tenha atividades o ano inteiro.

O que aconteceu é que estávamos cumprindo exigências. Mas aconteceram atos de vandalismo. Até sanitários foram roubados — disse Ronnie.

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